5 de Janeiro

A Luz Separa e Ilumina

Viu Deus que a luz era boa; e fez separação entre a luz e as trevas.

A luz merecia ser considerada boa desde o instante em que surgiu da palavra de Deus: "Haja luz". Nós que desfrutamos dela devemos ser muito mais gratos do que somos, reconhecendo a presença de Deus nela e através dela. Salomão já disse que a luz física é agradável, mas a luz do evangelho é infinitamente mais valiosa. Ela revela realidades eternas e alimenta nossa natureza imortal. Quando o Espírito Santo nos concede iluminação espiritual e abre nossos olhos para contemplar a glória de Deus refletida em Jesus Cristo, enxergamos o pecado tal como ele realmente é, vemos a nós mesmos em nossa verdadeira condição. Compreendemos quem é o Deus Santo em sua revelação, como é o plano da misericórdia que ele nos oferece, e qual é o mundo vindouro conforme descrito na Escritura. Essa luz espiritual tem muitos aspectos—conhecimento, alegria, santidade, vida—mas todos esses raios são divinamente bons. Se a luz que recebemos é tão boa, como não será extraordinária a Luz essencial? Como não será gloriosa a morada onde ele se revela?

Mas logo que algo bom aparece neste mundo, torna-se necessário fazer uma separação. A luz e a escuridão não têm nenhuma comunhão entre si. Aqueles que andam na luz não podem ter convivência com as obras, doutrinas ou enganos das trevas. Precisamos discernir constantemente entre o precioso e o vil, mantendo a grande distinção que o Senhor estabeleceu desde o primeiro dia da criação. Em nossas decisões, ações, relacionamentos e ensinamentos, devemos refletir essa separação. Não por arrogância, mas por fidelidade. Nossas comunidades e nossas vidas devem testemunhar essa clareza: somos filhos da luz, e a escuridão não nos pertence.

Oração

Senhor Jesus, obrigado por seres minha luz verdadeira. Abre meus olhos para enxergar, cada dia, a distinção clara entre o que te agrada e o que não te agrada. Concede-me coragem para viver coerentemente com essa luz que recebi, sem medo de ser diferente. Que eu não confunda a luz com as trevas, e que minha vida seja um testemunho vivo de que sou filhado da claridade. Guia-me hoje, ilumina meu caminho. Amém.

Adaptado de C. H. Spurgeon, "Morning and Evening" (1865, domínio público), modernizado para leitura contemporânea.