8 de Janeiro

Quando Nossas Ofertas Carregam Imperfeição

E estará sobre a testa de Arão, e Arão levará a iniqüidade das coisas santas, que os filhos de Israel consagrarem em todas as suas santas ofertas; e estará continuamente na sua testa, para que eles sejam aceitos diante do Senhor.

Há algo profundamente perturbador em pausar e examinar honestamente nossa vida espiritual. Quando olhamos para nossa adoração pública, encontramos hipocrisia, formalismo, mornidão e corações distraídos. Em nosso trabalho para Deus, descubrimos competição, egoísmo, negligência e falta de fé. Até em nossas orações particulares, identificamos apatia, frieza, abandono e até sonolência disfarçada de devoção. O escritor Edward Payson descreveu sua própria realidade assim: seu coração era como um jardim abandonado, cheio de ervas daninhas. Mas o pior não era o estado do jardim—era descobrir que seus desejos de melhorá-lo vinham de motivos questionáveis. Queria um jardim bonito para se vangloriar dele, para que vizinhos admirassem ou simplesmente porque estava cansado de arrancar ervas. Suas motivações mais nobres estavam contaminadas por vaidade e preguiça.

Mas aqui está a graça extraordinária: o versículo de Êxodo fala do sumo sacerdote que levava sobre a testa uma placa com as palavras "Santidade ao Senhor". Assim ele carregava a iniquidade das ofertas do povo, não para condenar, mas para apresentá-las diante de Deus apesar de suas imperfeições. Do mesmo modo, Jesus Cristo é nosso Sumo Sacerdote perfeito. Ele não apenas perdoa nossas ofertas manchadas de motivos impuros e coração frio—ele as cobre com sua própria santidade perfeita. Quando nos aproximamos de Deus pela fé em Cristo, Deus não vê nossas fraquezas e compromissos; vê a santidade de seu Filho. Essa verdade deveria nos dar coragem de continuar, não desistir.

Oração

Pai, reconheço que minhas ofertas estão longe de perfeitas. Minha adoração é frequentemente distante, minhas motivações misturadas, meu coração dividido. Mas agradeço porque Jesus, meu Sumo Sacerdote, carrega minha iniquidade e me apresenta diante de ti em sua santidade. Liberta-me da condenação e do desânimo. Ajuda-me a confiar que você me aceita, não por minha perfeição, mas por sua graça infinita em Cristo. Amém.

Adaptado de C. H. Spurgeon, "Morning and Evening" (1865, domínio público), modernizado para leitura contemporânea.