17 de Janeiro
O Cordeiro é o Céu
E olhei, e eis o Cordeiro em pé sobre o Monte Sião, e com ele cento e quarenta e quatro mil, que traziam na fronte escrito o nome dele e o nome de seu Pai.
João, o apóstolo que viu o próprio Jesus durante a vida terrestre, também teve o privilégio de contemplar a eternidade. Na visão do Apocalipse, ele registra algo notável: ao descrever o que viu nos portais da eternidade, sua primeira observação foi "E olhei, e eis o Cordeiro..." Isso nos ensina algo fundamental sobre o céu: não é apenas um lugar de ruas de ouro ou mansões preparadas, mas a presença dele. O Cordeiro—aquele que removeu nossos pecados e nos redimiu com seu sangue—é o centro de tudo. É o tema das canções dos anjos e dos espíritos glorificados. É a razão pela qual existir lá faz sentido.
Você que já viu Jesus pela fé, que em meio às suas lágrimas conseguiu enxergar o Cordeiro levando seus pecados, já tem o melhor do céu ao seu alcance agora. Aquela comunhão que você experimenta com Jesus hoje—quando para tudo para ouvi-lo, quando sente sua presença na oração—é um gostinho do que será eternidade. Com uma diferença: lá não haverá lágrimas encobrindo sua visão. Verá o Cordeiro em toda a sua glória, exaltado em seu trono, face a face, para sempre. E aqui está a verdade que Samuel Rutherford, um cristão que sofreu prisão por sua fé, resumiu perfeitamente: "O céu é Cristo, e Cristo é o céu." Estar com Jesus é estar no céu, porque a presença dele é o próprio céu. Sem ele, nem mesmo o mais esplêndido lugar seria paraíso. Com ele, qualquer lugar se torna eternidade.
Tudo de que você precisa para uma vida verdadeiramente abençoada é isto: estar com Cristo.
Oração
Jesus, obrigado por permitir que eu te veja pela fé nesta vida. Quando meus olhos se fecham para as dificuldades diárias e consigo enxergar apenas você—o Cordeiro que carrega meus pecados—meu coração encontra paz. Quero cada vez mais conhecê-lo melhor, cada vez mais aprender que você é meu céu verdadeiro. Quando chegar o dia de enxergá-lo sem véus que me impeçam, que eu já tenha aprendido a viver uma vida marcada pela comunhão com você. Amém.
Adaptado de C. H. Spurgeon, "Morning and Evening" (1865, domínio público), modernizado para leitura contemporânea.