20 de Janeiro
Abel, o primeiro que compreendeu o sacrifício
Tornou a dar à luz a um filho-a seu irmão Abel. Abel foi pastor de ovelhas, e Caim foi lavrador da terra.
Abel foi pastor de ovelhas e, ao oferecer um sacrifício de sangue a Deus, recebeu aprovação divina. Nele vemos um tipo claro do que Jesus viria a fazer: como o primeiro raio de sol no horizonte que revela a chegada do dia. Abel não era apenas um pastor—era também um sacerdote que trazia diante de Deus uma oferta de aroma agradável. Assim como Cristo, ele foi odiado sem razão. Caim, cheio de inveja e carnalidade, rejeitou o irmão que havia encontrado graça diante do Senhor. Esse ódio culminou no derramamento de sangue inocente. Abel caiu, e seu sangue manchou o altar—uma imagem poderosa de Jesus, nosso Bom Pastor, que se ofereceu como sacerdote e vítima pela redenção do seu rebanho.
O sangue de Abel clamou da terra por justiça, mas o sangue de Jesus fala algo incomparavelmente maior: clama por misericórdia. Essa é a beleza do sacrifício de Cristo. Quando contemplamos o Cordeiro imolado diante do trono de Deus, vemos não apenas um julgamento contra o pecado, mas uma provisão eterna de paz. Seu sangue declara paz à nossa consciência atormentada, paz entre judeu e gentio, paz entre o ser humano e seu Criador ofendido. Para todos os remidos, essa paz ecoa através de todas as eras. Abel foi o primeiro pastor na sequência do tempo, mas Jesus é o primeiro em excelência e perfeição. Nele, vemos consumado aquilo que Abel apenas prefigurava. Como povo do seu pasto, bendizemos o nosso grande Pastor que se entregou por nós.
Oração
Senhor Jesus, obrigado por ser o Cordeiro que foi imolado por nossas culpas. Como Abel trouxe sua oferta diante de ti, nós também nos apresentamos, reconhecendo que só por teu sangue derramado podemos ter paz. Ensina-nos a compreender o valor desse sacrifício perfeito. Que possamos viver como remidos, marcados por tua graça, e que a segurança de tua morte e ressurreição nos fortaleça a cada dia. Amém.
Adaptado de C. H. Spurgeon, "Morning and Evening" (1865, domínio público), modernizado para leitura contemporânea.