29 de Janeiro

Olhos Fixos no Invisível

não atentando nós nas coisas que se vêem, mas sim nas que se não vêem; porque as que se vêem são temporais, enquanto as que se não vêem são eternas.

Na jornada cristã, é preciso aprender a olhar para a frente. A coroa está adiante, e o alvo nos espera. Seja pela esperança, pela alegria, pela consolação ou para inspirar nosso amor, o futuro deve ser o grande objeto dos olhos da fé. Quando fixamos o olhar no porvir, vemos o pecado destruído, a morte derrotada, a alma aperfeiçoada e preparada para participar da herança dos santos na luz. E olhando mais além, o crente consegue enxergar o rio da morte já atravessado, as colinas luminosas atingidas, onde brilha a cidade celestial. Ele se vê entrando pelos portões de pérola, recebido como mais que vencedor, coroado pelas mãos de Cristo, abraçado por Jesus, glorificado e assentado com ele no trono. Essa visão do futuro dissipa a escuridão do passado e o desânimo do presente. As alegrias do céu certamente compensarão os sofrimentos da terra.

A morte é apenas um rio estreito que em breve atravessaremos. O tempo é tão curto; a eternidade, tão longa! A morte, um instante; a imortalidade, sem fim. Quando fincamos os olhos não nas coisas que se veem, mas nas que não se veem, experimentamos um gosto antecipado dessa vitória. É como provar já os frutos de Escol, como beber da fonte que jorra dentro do portão celestial. O caminho que falta percorrer é tão, tão curto. Em breve estaremos lá.

Oração

Senhor, ajuda-me a não ficar preso ao que vejo e que passa. Que meus olhos se fixem firmemente no invisível, na eternidade que tu preparaste. Quando o cansaço vier, quando as sombras do presente me cercarem, que eu me lembre de que a coroa já me espera, de que em breve estarei contigo. Fortalece minha fé para olhar além do que é temporal e abraçar a esperança do que é eterno. Amém.

Adaptado de C. H. Spurgeon, "Morning and Evening" (1865, domínio público), modernizado para leitura contemporânea.