1 de Fevereiro

Quando a Alegria Toma Conta

e cantarão os caminhos do Senhor, pois grande é a glória do Senhor.

Há um momento especial na vida de todo cristão: quando finalmente sente o peso do pecado ser removido. É quando você se dá conta de que está livre, perdoado, lavado. Nesse instante, uma alegria tão profunda invade o peito que você mal consegue segui a própria rotina. John Bunyan, em seu clássico *O Peregrino*, descreve exatamente isso: quando o Peregrino deixa seu fardo aos pés da Cruz, ele pula de alegria e segue cantando pelo caminho. Você já sentiu assim? Aquele dia quando ouviu de Jesus: "Eu te amei com amor eterno. Apaguei os seus pecados como uma nuvem, como neblina. Nunca mais serão contados contra você"? Quando isso acontece, há uma explosão de gratidão no coração. A pessoa quer gritar, dançar, contar a todos. É tanta alegria que parece insuficiente qualquer palavra.

Mas a verdade é que esse cântico não termina naquele primeiro dia. Ao longo de toda a vida cristã, você continua descobrindo novos motivos para cantar nos caminhos do Senhor. Cada experiência de cuidado divino, cada resposta de oração, cada momento em que você se sente verdadeiramente amado por Deus — tudo isso alimenta uma gratidão contínua. O salmista o resumiu bem: "Louvarei o Senhor em todo tempo; seu louvor estará sempre em minha boca". Essa não é uma alegria ocasional, de momentos especiais. É uma disposição profunda do coração que aprende a reconhecer a bondade de Deus em tudo. Hoje, você pode escolher cantar nos caminhos do Senhor. Não importa as dificuldades ao redor. A glória do Senhor é tão grande que sempre há razão para louvor.

Oração

Senhor, obrigado pelo peso que você tirou de mim. Obrigado por aquele dia em que me senti verdadeiramente perdoado e livre. Peço que essa alegria inicial nunca se apague do meu coração. Que eu continue descobrindo motivos para te louvar em cada caminho que percorro, em cada dia que vivo. Que minha vida seja uma contínua ação de graças pela tua bondade incomparável. Amém.

Adaptado de C. H. Spurgeon, "Morning and Evening" (1865, domínio público), modernizado para leitura contemporânea.