25 de Fevereiro
Fugir da ira ou correr para Cristo
Mas, vendo ele muitos dos fariseus e dos saduceus que vinham ao seu batismo, disse-lhes: Raça de víboras, quem vos ensinou a fugir da ira vindoura?
Há algo magnífico em caminhar por uma paisagem após o fim de uma tempestade. O ar fica fresco, as plantas reluzem com gotas de chuva que brilham como diamantes ao sol. É assim que o cristão vive. Ele caminha por uma terra onde a tempestade já se descarregou sobre a cabeça de seu Salvador. Até as lágrimas que ainda caem são orvalho da misericórdia divina. Jesus o assegura: essas chuvas não vêm para destruí-lo.
Mas imagine o oposto: o momento antes de uma tempestade chegar. Você vê os sinais de perigo. Os pássaros abaixam as asas. O gado fica imóvel, assustado. O céu fica negro. O sol desaparece. Os trovões começam a soar longe. Agora, sinta a aproximação de um furacão terrível—aquele que arranca árvores pelas raízes, lança rochas para o ar, destrói tudo que o homem construiu. Sinta o pavor de esperar o seu golpe.
Se você ainda não se entregou a Cristo, essa é sua posição agora. Não caíram ainda as primeiras gotas da ira de Deus sobre você, mas uma chuva de fogo se aproxima. O vento da justiça divina não uiva ainda ao seu redor, mas está se formando. As comportas da misericórdia ainda o contêm, mas logo se abrirão. Os raios de Deus ainda estão em seu arsenal, mas vêm chegando. Quando Deus, revestido de justiça, marchar contra o pecado em toda sua fúria, para onde você correrá? Onde se esconderá? O evangelho lhe oferece um refúgio: Jesus Cristo, crucificado e ressurreto. Seu lado rasgado na cruz é uma rocha de salvação. Você conhece sua necessidade. Creia nele agora. Lance-se sobre ele. Faça isso, e a ira terá passado para sempre.
Oração
Senhor, reconheço a seriedade do momento em que vivo. Vejo sinais de tua justiça se aproximando e sinto meu desamparo. Mas hoje escolho correr para Cristo, não fugir dele. Entrego minha vida aos seus cuidados, meu coração aos seus cuidados. Obrigado pela cruz, pelo perdão que ela oferece. Que a misericórdia que alcançou meu Redentor também me alcance. Amém.
Adaptado de C. H. Spurgeon, "Morning and Evening" (1865, domínio público), modernizado para leitura contemporânea.