26 de Maio

Deixe Seu Fardo nos Braços de Deus

Lança o teu fardo sobre o Senhor, e ele te susterá; nunca permitirá que o justo seja abalado.

A preocupação, mesmo quando dirigida a questões legítimas, pode se transformar em pecado quando nos domina. Jesus insistiu repetidamente para evitarmos a ansiedade, e os apóstolos reiteraram esse ensinamento. A essência da ansiedade é acreditar que somos mais sábios que Deus, invadindo o espaço que lhe pertence. Quando não conseguimos deixar nossos assuntos nas mãos dele com tranquilidade, imaginamos que Deus esquecerá de algo importante, ou assumimos sozinhos um fardo que ele ofereceu carregar conosco. Essa desobediência é, na verdade, falta de confiança em sua Palavra—uma presunção que nos afasta dele.

Mas há algo ainda mais perigoso: a ansiedade nos leva a cometer outros pecados. Quem não consegue descansar em Deus tende a usar meios errados para se ajudar. Recorremos à sabedoria humana em vez de buscá-lo como nosso conselheiro—é como beber de um poço rachado em vez de beber da fonte viva. Essa atitude nos faz duvidar do amor dele, esfriando nosso amor por ele. A desconfiança entristece o Espírito Santo, nossas orações ficam bloqueadas, nosso testemunho fica comprometido, e acabamos vivendo para nós mesmos.

Mas quando, com fé simples, lançamos nossos fardos sobre o Senhor conforme vêm, confiando que ele cuida de nós, permanecemos perto dele e ganhamos força contra toda tentação. O salmista promete: 'Tu conservarás em perfeita paz aquele cuja mente está fixa em ti; porque ele confia em ti'. Essa é a vida que Deus deseja para você.

Oração

Senhor, confesso que muitas vezes tenho carregado sozinho o que deveria deixar contigo. Perdoa minha falta de confiança e meu orgulho em tentar resolver tudo por meus próprios meios. Ajuda-me a aprender, dia a dia, a lançar meus fardos sobre ti com simplicidade e fé. Que meu coração descanse em tua fidelidade, que meu espírito se acalme em teu amor, e que minha vida seja testemunho de quem realmente controla tudo. Amém.

Adaptado de C. H. Spurgeon, "Morning and Evening" (1865, domínio público), modernizado para leitura contemporânea.