10 de Junho

Para Que Vivemos Aqui?

Pois, se vivemos, para o Senhor vivemos; se morremos, para o Senhor morremos. De sorte que, quer vivamos quer morramos, somos do Senhor.

Se Deus quisesse, você poderia estar no céu agora mesmo. No momento em que você entregou sua vida a Jesus, Deus poderia tê-lo transformado completamente e o levado para a eternidade. Não há razão teológica que o impedisse. Sabemos que a santificação é um processo contínuo nesta vida, e só seremos perfeitos quando deixarmos este corpo; mas Deus tem poder para mudar a imperfeição em perfeição instantaneamente. Então, por que ainda estamos aqui? Por que Deus mantém seus filhos fora do paraíso um dia sequer além do necessário? A resposta é profunda e transforma como entendemos nossa existência: permanecemos na terra para "viver para o Senhor" e para trazer outros a conhecer seu amor.

Nosso chamado aqui é concreto. Somos como sementes espalhadas pelo campo, preparando o solo que será colhido pela justiça de Deus. Somos arautos anunciando que a salvação chegou. Jesus nos chamou de "sal da terra"—conservadores de tudo que é bom e verdadeiro em um mundo que se corrompe. Cada dia que acordamos, temos a oportunidade de glorificar Cristo através de nossas ações, palavras e relacionamentos. Trabalhamos com Deus em sua grande obra de restauração e redenção.

Viver para o Senhor não é apenas uma ideia religiosa para celebrações; é uma ocupação diária que dá sentido a cada momento. Quando comemos, quando trabalalhamos, quando descansamos, quando nos relacionamos—tudo isso pode ser um ato de adoração. A vida cristã não acontece apenas nos domingos. Que nossa existência aqui na terra responda ao propósito pelo qual permanecemos: refletir o caráter de Cristo e atrair outros para sua graça. Este é o privilégio extraordinário de estar vivo hoje.

Oração

Senhor, obrigado por me manter aqui e por confiar em mim uma missão real. Reconheço que cada dia é um presente para viver para ti e para servir aqueles ao meu redor. Ajuda-me a deixar de viver para mim mesmo e a colocar teus propósitos em primeiro lugar. Que minhas ações reflitam teu caráter e que minha vida seja um testemunho silencioso de teu amor. Enquanto isso, cultivo o desejo de estar contigo, mas que eu não desperdice este tempo que me foi dado. Amém.

Adaptado de C. H. Spurgeon, "Morning and Evening" (1865, domínio público), modernizado para leitura contemporânea.