1 de Julho
A Graça que Nunca Seca
Naquele dia também acontecerá que correrão de Jerusalém águas vivas, metade delas para o mar oriental, e metade delas para o mar ocidental; no verão e no inverno sucederá isso.
As águas vivas que correm de Jerusalém não diminuem com o calor escaldante do verão, nem congelam com o frio do inverno. Assim é a graça de Deus em nossas vidas: constante em todas as estações. Enquanto o mundo ao nosso redor muda continuamente — nossas circunstâncias se transformam, nossas emoções fluem e refluem, nossos desafios alternam entre períodos tranquilos e tempestades — o Senhor permanece o mesmo. Sua fidelidade não conhece estações.
Os rios do Egito tinham suas enchentes variáveis; os riachos que encontramos no caminho frequentemente secam quando mais precisamos deles. Mas o rio da graça divina, que brota das montanhas da soberania e do amor infinito de Deus, nunca muda seu curso. Nos momentos em que o calor das responsabilidades nos queima e os julgamentos áridos nos deixam ressecados, podemos correr para beber dessa fonte inesgotável. Nos períodos gelados de solidão e adversidade, essas águas vivas continuam fluindo, trazendo consolo e refrigério. Nenhum poder humano ou infernal consegue desviar o curso dessa graça. Os leitos de rios antigos foram encontrados secos e desolados, mas este rio de Deus continuará transbordando de plenitude para sempre.
Que felicidade é nossa, alma, ser conduzida até essas águas tranquilas! Mas cuidado: não te deixes seduzir por outros riachos. Não busques conforto nas águas turvas das soluções mundanas. O Senhor perguntaria: por que você vai atrás de fontes que não saciam? Retorna àquele rio que nunca falha.
Oração
Senhor, obrigado por essa promessa de uma graça que não conhece estações. Quando o calor das provações me deixa sedento, ajuda-me a lembrar que posso beber livremente da sua fonte inesgotável. Quando o frio do desânimo ameaça congelar meu coração, renova-me com a certeza de tua fidelidade inabalável. Guarda minha alma de buscar consolo em lugares errados. Que eu permaneça sempre junto às tuas águas vivas, confiando que tua graça não me faltará, em qualquer estação da vida. Amém.
Adaptado de C. H. Spurgeon, "Morning and Evening" (1865, domínio público), modernizado para leitura contemporânea.