9 de Julho
Os Benefícios que Não Devemos Esquecer
Bendize, ó minha alma, ao Senhor, e não te esqueças de nenhum dos seus benefícios.
É fascinante estudar a história dos santos antigos e ver como Deus agiu em suas vidas — suas libertações, perdões e fidelidade. Mas há algo ainda mais importante e transformador: reconhecer a mão de Deus em nossa própria história. Frequentemente cometemos injustiça com o Senhor quando supomos que ele realizou obras poderosas apenas nos tempos antigos, mas não age assim conosco hoje. A verdade é que o Deus de Davi, Salomão e dos patriarcas é o mesmo Deus que nos acompanha agora. Ele nos convida a olhar para trás e reconhecer seus benefícios em nossas vidas.
Pense em sua trajetória: você já não foi sustentado em momentos de dificuldade? Não passou por situações que pareciam impossíveis, mas Deus o protegeu? Ele não ouviu suas orações e respondeu seus pedidos? O Deus que saciou o coração de Davi com abundância — fazendo-o deitar em pastos verdejantes e levando-o junto a águas tranquilas — não fez o mesmo com você? Talvez você não reconheça porque está focado no que falta, em vez de contemplar o que já recebeu. Nossas vidas estão repletas de evidências da bondade divina, tão reais e profundas quanto as dos santos do passado.
O desafio é transformar essa consciência em gratidão genuína. Quando recordamos os benefícios de Deus — grandes ou pequenos, óbvios ou discretos — nossa alma é restaurada e nosso coração transborda em louvor. Aquele ouro puro da ação de graças e as joias do reconhecimento devem ser tecidos em um hino novo para o nome de Jesus. Deixe sua alma ecoar um canto tão doce e elevado quanto o da harpa de Davi, celebrando o Senhor cuja misericórdia dura para sempre.
Oração
Senhor, abro meus olhos para ver tudo aquilo que você já fez por mim. Perdoe-me por viver negligenciando seus benefícios enquanto reclamo do que falta. Quero aprender a reconhecer sua mão bondosa em cada dia, em cada provisão, em cada proteção que recebi. Ajude-me a tecer essas mercês em um cântico de louvor. Que meu coração transborde de gratidão e que minha vida todo dia declare: sua misericórdia dura para sempre. Amém.
Adaptado de C. H. Spurgeon, "Morning and Evening" (1865, domínio público), modernizado para leitura contemporânea.