22 de Julho

O Esposo Que Nunca Abandona

Voltai, ó filhos pérfidos, diz o Senhor; porque eu sou como esposo para vós; e vos tomarei, a um de uma cidade, e a dois de uma família; e vos levarei a Sião;

Cristo se une a seu povo em uma aliança matrimonial permanente. Com amor ardente, ele desposou a Igreja como uma virgem casta, antes mesmo dela cair sob qualquer tipo de escravidão. Como Jacó trabalhou sete anos por Raquel, Jesus também se entregou completamente, pagando o preço total de nossa redenção. Agora, havendo conquistado nosso coração por seu Espírito, ele aguarda aquele dia glorioso quando nossa alegria mútua será consumada na ceia das bodas do Cordeiro.

Ainda não apresentou ele sua noiva perfeita e completa diante da majestade do céu; ainda não desfrutamos plenamente das dignidades que nos cabem como sua esposa e rainha. Somos ainda peregrinas neste mundo de sofrimento, moramos em tendas provisórias. Mas mesmo agora somos a noiva, a esposa de Jesus—preciosa em seu coração, inscrita nas palmas de suas mãos, unida a sua própria pessoa. Aqui na terra, ele exerce para conosco todo o cuidado amoroso de um esposo. Provê abundantemente nossas necessidades, paga todas as nossas dívidas, permite que assumamos seu nome e compartilhemos sua riqueza. E nunca agirá de forma diferente. A palavra divórcio jamais sairá de seus lábios, pois ele rejeita o repúdio. A morte separa os cônjuges mais apaixonados na terra, mas não pode romper os vínculos deste casamento imortal. No céu ninguém se casa, mas há uma exceção gloriosa: Cristo e sua Igreja celebrarão seus votos nupciais eternos. Esta união é não apenas mais duradoura que o casamento terreno—é incomparavelmente mais profunda. Nenhum amor humano, por puro e ardente que seja, é comparável à chama que queima no coração de Jesus por sua Igreja. Aquela ligação mística para a qual Cristo deixou seu Pai e se fez uma só carne conosco transcende toda compreensão.

Oração

Senhor Jesus, meu Esposo, reconheço hoje a preciosidade desta aliança que estabeleceu comigo. Obrigado por não me deixar órfã, por cuidar de minhas necessidades e nunca me abandonar. Que eu possa viver com a segurança de quem é amada para sempre, inscrita nas palmas de suas mãos. Renovo meu compromisso de fidelidade a você e peço que meu coração permaneça unido ao seu até aquele dia em que celebraremos juntos a ceia das bodas. Amém.

Adaptado de C. H. Spurgeon, "Morning and Evening" (1865, domínio público), modernizado para leitura contemporânea.