11 de Agosto

Quando a Intimidade com Deus Esfria

Ah! quem me dera ser como eu fui nos meses do passado, como nos dias em que Deus me guardava;

Jó clamava: "Ah! Quem me dera ser como fui nos meses passados, como nos dias em que Deus me guardava!" Esse grito ressoa em muitos corações até hoje. Muitos cristãos olham para trás com saudade dos dias quando sentiam a presença de Deus de forma tão vívida, tão real. Naquela época oravam com fogo, experimentavam paz profunda, encontravam alegria nos cultos e na Palavra. Mas agora? Agora tudo parece cinzento. A intimidade desapareceu. A sensação de estar perto de Jesus se foi.

O que aconteceu? As causas são variadas, mas frequentemente começam com a negligência da oração. Quando descuidamos de nos encontrar com Deus na quietude, o declínio espiritual se instala silenciosamente. Outras vezes, colocamos outras coisas em primeiro lugar—carreiras, relacionamentos, sonhos pessoais—dividindo nosso coração entre Deus e o mundo. Um Deus que exige ser amado primeiro não se contenta com migalhas do nosso afeto. Ele se retira quando percebe que deixou de ser nossa prioridade. Às vezes é o orgulho disfarçado que nos afasta, quando esquecemos de nos humilhar e nos colocamos acima da graça.

Mas aqui está a verdade libertadora: esse estado não é permanente. Se você não está como "era nos meses passados", não fique apenas suspirando por aqueles dias. Busque seu Mestre agora. Confesse seu afastamento. Peça graça para caminhar mais perto dele. Humilhe-se diante dele. O Médico divino continua vivo e pronto para curar até os casos mais graves. A recuperação não é apenas uma esperança vaga—é uma certeza para quem volta.

Oração

Senhor, reconheço que me afastei de você. Aquela intimidade que um dia tive desapareceu, e meu coração está dividido e cansado. Perdoe-me pela negligência, pelo orgulho, pelas outras coisas que coloquei em seu lugar. Quero voltar. Cure-me dessa distância e restaure o gozo de sua presença. Humilho-me diante de você e peço sua graça para caminhar perto novamente. Amém.

Adaptado de C. H. Spurgeon, "Morning and Evening" (1865, domínio público), modernizado para leitura contemporânea.