17 de Agosto
A Bondade de Deus Nunca Acaba
Mas eu sou qual oliveira verde na casa de Deus; confio na bondade de Deus para sempre e eternamente.
Há algo profundamente confortador em meditar sobre a bondade de Deus. Ela é uma bondade terna, que toca com gentileza aqueles que têm o coração quebrantado, curando as feridas que parecem impossíveis de cicatrizar. Não é apenas o que Deus faz que nos toca, mas como ele faz—com compaixão e amor genuíno. É uma bondade infinita, impossível de medir. Deus não trabalha em pequenas proporções; sua bondade é tão imensa quanto ele mesmo. Ela perdoa pecados graves de pessoas que pecaram gravemente, mesmo após longos períodos de afastamento. E então segue dando graças, privilégios e alegrias que nos elevam até o céu na presença do próprio Deus. Essa bondade é completamente imerecida—e toda verdadeira bondade o é, pois bondade merecida é apenas outra palavra para justiça. O pecador não tinha direito algum à consideração do Altíssimo. Se Deus tivesse condenado qualquer um de nós ao fogo eterno imediatamente, teríamos merecido plenamente. Se fomos livrados da ira, foi unicamente porque o amor soberano de Deus encontrou uma razão em si mesmo, não em nós.
Mas essa bondade não é apenas grande—é também abundante e eficaz. É como um elixir para o espírito desanimado, um bálsamo precioso para as feridas abertas, uma ligadura celeste para os ossos quebrados, um carro real para os pés cansados, um colo de amor para o coração que treme. Observe como essa bondade não vem sozinha: sempre vem acompanhada de outras graças, como flores duplas no jardim de Deus. Milhões já a receberam através dos séculos, e ainda assim permanece tão fresca, tão plena e tão gratuita quanto sempre foi. Essa é a beleza da bondade de Deus—ela nunca se esgota. Ela estará com você na tentação, impedindo que você caia; estará na tribulação, evitando que você desista; estará na vida, iluminando seu caminho; e estará na morte, sendo a alegria final quando todo conforto terreno se dissipa. Confie nessa bondade que não falha jamais.
Oração
Pai, obrigado pela bondade que nunca me abandona. Quando meu coração está ferido, você o toca com ternura. Quando sou tentado a desistir, sua graça me sustenta. Ajuda-me a compreender que essa bondade não é algo que eu mereça, mas um presente imerecido do seu amor infinito. Que eu possa descansar nessa verdade hoje e sempre, sabendo que sua misericórdia é meu refúgio seguro em todo tempo. Amém.
Adaptado de C. H. Spurgeon, "Morning and Evening" (1865, domínio público), modernizado para leitura contemporânea.