19 de Agosto
O Pastor que Nunca Descansa
E ele permanecerá, e apascentará o povo na força do Senhor, na excelência do nome do Senhor seu Deus; e eles permanecerão, porque agora ele será grande até os fins da terra.
Jesus reina sobre sua Igreja como um pastor-rei. Ele possui autoridade suprema, mas é a autoridade sábia e compassiva de um pastor que conhece profundamente cada ovelha de seu rebanho. Quando ordena, recebe obediência de bom grado—não imposta, mas oferecida com alegria por aqueles que reconhecem sua voz e confiam em seu cuidado. Seu reino se sustenta pela força do amor e pela energia da bondade.
Mas o reinado de Cristo não é apenas teórico. Miquéias diz que "ele permanecerá, e apascentará o povo na força do Senhor." O grande Cabeça da Igreja está ativamente envolvido em prover para seu povo. Ele não senta ociosamente no trono como um rei distante. Ele permanece de pé, cuidando. Aqui, "apascentar" significa muito mais que alimentar—inclui guiar, vigiar, preservar, restaurar, proteger. É o trabalho completo de um pastor dedicado.
E esse cuidado nunca cessa. Cristo não alimenta seu rebanho por um tempo e depois se ausenta, deixando sua Igreja à deriva. Seus olhos jamais dormem, suas mãos nunca param, seu coração continua batendo de amor por você, e seus ombros nunca se cansam de carregar os fardos do seu povo. O texto nos lembra que isso acontece "na força do Senhor"—onde Cristo está, ali está Deus; o que Cristo faz é ação do Altíssimo. Somos felizes por pertencermos a tal Pastor: sua humanidade nos compreende profundamente, e sua divindade nos protege completamente. Diante disso, só nos resta adorá-lo e reconhecer que somos povo de sua pastagem.
Oração
Senhor Jesus, obrigado por ser meu Pastor que nunca descansa. Nos momentos em que me sinto perdido ou cansado, ajuda-me a reconhecer tua voz e tua presença constante. Que eu possa confiar completamente em teu cuidado, sabendo que tua força é perfeita e teu amor é infinito. Que eu permita que me guies, me protejas e me restaures todos os dias. Amém.
Adaptado de C. H. Spurgeon, "Morning and Evening" (1865, domínio público), modernizado para leitura contemporânea.