27 de Agosto
Quando Paramos de Acreditar em Deus
Disse então o Senhor a Moisés: Até quando me desprezará este povo e até quando não crerá em mim, apesar de todos os sinais que tenho feito no meio dele?
Moisés ouve uma pergunta incômoda do Senhor: "Até quando este povo me desprezará, e até quando não crerá em mim, apesar de todos os sinais que tenho feito?"
Essa pergunta ainda ecoa em nossas vidas. A descrença é um veneno que prejudica tanto quem a alimenta quanto aquele em quem é dirigida. Para você que segue Jesus, duvidar dele agora é especialmente grave. Pense em tudo que Deus já fez em seu passado—cada livramento, cada porta aberta, cada oração respondida. Quando você desconfia agora, está como aquele que decepciona profundamente quem o amou fielmente. É como uma esposa amorosa questionar a fidelidade de um marido que sempre foi honesto e dedicado. Essa dúvida é cruel e sem base.
Jesus não merece esse peso sobre si. Ele é Filho do Deus Altíssimo, detentor de recursos infinitos. Milhões de espíritos já receberam dele e ninguém jamais se viu privado. Ele não é um poço que se esvazia—é uma fonte inesgotável. A descrença vem apenas para cortar nossa comunhão com ele e nos deixar órfãos, sentindo sua ausência. Não permita que esse traidor tome conta de seu coração. Combata-o com empenho, com vigilância. Como disse John Bunyan, a descrença tem muitas vidas—como um gato de nove vidas. Então mate uma vida agora e continue a obra até eliminá-la completamente. Sua alma aborrece esse inimigo, e com razão.
Oração
Senhor, vejo como a descrença é um traidor em meu coração. Perdoa-me por cada vez que duvidei de ti, apesar de todas as evidências do teu amor e poder. Tu nunca me defraudaste, e aqui estou questionando tua fidelidade. Capacita-me a matar essa dúvida, a aborrece-la como merece. Que eu viva pela fé em teus feitos passados e presentes. Resgata-me dessa aflição. Amém.
Adaptado de C. H. Spurgeon, "Morning and Evening" (1865, domínio público), modernizado para leitura contemporânea.