7 de Setembro

Fé que ultrapassa os obstáculos

e não podendo aproximar-se dele, por causa da multidão, descobriram o telhado onde estava e, fazendo uma abertura, baixaram o leito em que jazia o paralítico.

A fé é criativa e invencionista. Os quatro homens que carregavam o paralítico não aceitaram a multidão como impedimento. Quando a porta estava bloqueada, eles encontraram outro caminho. Subiram ao telhado, removeram as telhas, abriram uma abertura e desceram o leito diante de Jesus. Parece arriscado, até perigoso, mas a urgência do caso exigia coragem. O paralítico precisava de cura, e nada — nem a propriedade de outrem, nem o incômodo causado — seria maior que essa necessidade.

Isso nos desafia: onde está nossa criatividade na fé? Vivemos numa era em que o evangelho enfrenta barreiras diferentes das do primeiro século. Não é multidão física que bloqueia o acesso a Jesus, mas indiferença, ceticismo, vidas ocupadas demais para ouvir. Se aqueles quatro homens não tivessem desistido diante da porta fechada, não é porque não reconhecessem a dificuldade — mas porque conheciam o poder de quem estava dentro daquela casa. Eles sabiam que Jesus podia transformar tudo.

A presença do Senhor entre nós — e ela está presente — deve despertar em nós a mesma coragem criativa. Não para quebrar telhados literais, mas para quebrar as barreiras que impedem as pessoas de chegar a Jesus. Podemos ser criativos nos relacionamentos, nas conversas, nas atitudes. Podemos criar espaços onde o evangelho seja realmente encontrável. A fé que salva almas não é tímida. Ela busca novos caminhos quando os antigos estão bloqueados. Ela corre riscos porque conhece o valor infinito do que traz até Jesus.

Oração

Senhor, desperta em mim essa fé criativa e audaciosa. Quero deixar de lado o medo do que as pessoas vão pensar e focar no que importa de verdade: levar pessoas até ti. Me mostra os caminhos que ainda não enxergo para alcançar quem está longe. E quando eu mesmo estiver preso, paralisado pelas minhas limitações, levanta-me até tua presença. Amém.

Adaptado de C. H. Spurgeon, "Morning and Evening" (1865, domínio público), modernizado para leitura contemporânea.