10 de Setembro
Subir ao Monte para Ser Chamado
Depois subiu ao monte, e chamou a si os que ele mesmo queria; e vieram a ele.
Há uma soberania linda nessa cena do evangelho. Jesus não faz democracia em seu Reino. Ele sobe ao monte — esse lugar de elevação que representa sua santidade, seu amor e seu poder — e chama para si aqueles que escolhe. Pode ser frustrante para quem deseja posições de destaque no ministério, mas há uma libertação profunda em aceitar a vocação que Cristo nos dá, seja ela qual for. Se ele me deixar como um porteiro em sua casa, bendirei sua graça por permitir-me servir.
A verdade é que aqueles a quem Jesus chama precisam ir até ele, precisam subir ao monte. Isso significa algo concreto: comunhão constante com ele. Talvez não cheguemos aos honramentos acadêmicos do mundo, mas podemos, como Moisés, subir à montanha de Deus e manter comunhão íntima com ele. Os apóstolos desceram do monte cheios de poder porque estiveram com Jesus ali. Hoje, se queremos fazer diferença no mundo — se queremos ajudar as pessoas, falar com autoridade, ser instrumentos de transformação — precisamos primeiro estar com ele.
Aqui está o segredo: não iniciamos o dia enfrentando pessoas ou tarefas. Começamos no monte, na presença do Senhor. Não vemos faces humanas antes de vermos o rosto de Jesus. Cada minuto passado com ele rende frutos abundantes. Quando descemos armados com a energia divina que só Cristo pode dar, então conseguimos fazer o que parecia impossível. É infantil ir para a batalha do Senhor desarmados. Precisamos dessa arma celestial, dessa comunhão genuína com ele. O preço dessa intimidade no monte é o tesouro que nos faz vencedores.
Oração
Jesus, hoje quero subir ao monte contigo. Antes de enfrentar as demandas, as pessoas, os desafios que virão, quero estar em comunhão real com você. Obrigado por chamar-me para teu serviço, seja qual for o lugar. Enche-me dessa energia divina que só você consegue dar. Que eu desça de perto de você armado e pronto para servir com verdadeiro poder. Amém.
Adaptado de C. H. Spurgeon, "Morning and Evening" (1865, domínio público), modernizado para leitura contemporânea.