20 de Setembro

A Espada do Senhor e Nossa Responsabilidade

Assim tocaram as três companhias as trombetas, despedaçaram os cântaros, segurando com as mãos esquerdas as tochas e com as direitas as trombetas para as tocarem, e clamaram: A espada do Senhor e de Gideão!

Gideão ordenou aos seus homens um estratagema simples mas poderoso: cobrir uma tocha em um cântaro de barro, e no sinal combinado, quebrar o vaso para deixar a luz brilhar, ao mesmo tempo tocando as trombetas e clamando: "A espada do Senhor e de Gideão!" Essa cena antiga fala direto ao nosso coração hoje.

Como cristãos, temos a mesma dupla responsabilidade. Primeiro, precisamos deixar nossa luz resplandecer. Há muito daquilo que escondemos—medo, vergonha, prudência excessiva—que funciona como aquele cântaro cobrindo a chama. Jesus não nos chamou para sermos discretos em nossa fé. Nossas ações, nosso caráter transformado, nossa integridade devem ser visíveis. As pessoas precisam ver em você alguém que realmente convive com Jesus. Segundo, há o som da trombeta: nossa voz, nossas palavras, nosso testemunho ativo. Não é suficiente simplesmente brilhar em silêncio; precisamos também falar, proclamar, convidar, questionar. Leve o evangelho para onde as pessoas vivem. Não deixe ninguém escapar sem ouvir a mensagem.

Mas aqui está a genialidade: "A espada do Senhor e de Gideão!" Nunca apenas um ou outro. Se dissermos que tudo depende unicamente de Deus, cairemos na presunção preguiçosa. Se confiamos somente em nossos esforços, adoramos nossos próprios braços. A vitória verdadeira acontece quando reconhecemos que Deus é o guerreiro principal, mas nós somos seus instrumentos ativos. Você não pode fazer nada de si mesmo, mas pode fazer tudo através da força que Deus oferece. Portanto, saia hoje com sua tocha flamejante de testemunho pessoal e sua trombeta de declaração sincera. Deus estará com você, e Seus inimigos serão derrotados.

Oração

Senhor, quero deixar minha luz brilhar sem medos que me paralisam. Ajuda-me a quebrar os cântaros que escondem meu testemunho. Dá-me coragem para proclamar Tua palavra com convicção genuína. Que eu não caia na presunção de acreditar que tudo é obra minha, nem tampouco na apatia de pensar que nada me cabe fazer. Trabalha em mim e através de mim. Que minha vida seja uma trombeta tocando para a glória do Teu nome. Amém.

Adaptado de C. H. Spurgeon, "Morning and Evening" (1865, domínio público), modernizado para leitura contemporânea.