29 de Setembro

Quando a Confissão nos Torna Limpos

este o examinará; e, se a lepra tiver coberto a carne toda, declarará limpo o que tem a praga; ela toda se tornou branca; o homem é limpo.

Uma regra estranha no livro de Levítico nos intriga: se a lepra cobrisse toda a carne do leproso, ele era declarado limpo. Parecia paradoxal, mas havia sabedoria nisso. A doença que se manifestava por completo indicava que o corpo estava reagindo, lutando contra o mal. Hoje, essa lei antiga fala algo profundo sobre nós mesmos.

Somos também feridos pelo pecado, e essa verdade precisa ser vista integralmente. Quando uma pessoa finalmente reconhece que está completamente contaminada pela desobediência, que nenhuma parte dela escapa do mal, quando abandona qualquer ilusão de justiça própria e se coloca diante de Deus como culpada—nesse momento, ela encontra limpeza verdadeira. O sangue de Jesus e a graça divina a purificam. O perigo real não está no pecado confessado, mas no oculto, naquilo que fingimos não conhecer. O pecado sentido e declarado recebe seu golpe de morte. Deus olha com misericórdia para quem se vê completamente perdido.

Nada é mais mortal que a justiça própria; nada mais esperançoso que o arrependimento genuíno. Se o Espírito Santo trabalha em você, convencendo você do pecado, a confissão virá naturalmente dos seus lábios. E que consolo há nesta palavra: qualquer que vier a Jesus, ele de modo algum lançará fora. Seja você tão enganoso quanto um ladrão, tão perdido quanto a mulher pecadora, tão violento quanto Saulo de Tarso, tão cruel quanto Manassés—o coração imenso de Jesus se inclina para quem se reconhece inteiramente quebrantado e, quando esse alguém confia no Jesus crucificado, é pronunciado limpo.

Oração

Senhor, dou graças por me permitir enxergar minha verdadeira condição. Não quero esconder meu pecado ou fingir estar bem quando estou ferido. Ajuda-me a confessá-lo completamente, sem reservas, porque sei que nessa confissão sincera encontrarei tua misericórdia. Obrigado por Jesus, que recebe os que reconhecem sua miséria. Renovo minha confiança em ti hoje. Amém.

Adaptado de C. H. Spurgeon, "Morning and Evening" (1865, domínio público), modernizado para leitura contemporânea.