15 de Outubro

Quem Resistirá à Sua Vinda?

Mas quem suportará o dia da sua vinda? e quem subsistirá, quando ele aparecer? Pois ele será como o fogo de fundidor e como o sabão de lavandeiros;

Quando Jesus veio pela primeira vez, não havia pompa ou demonstração de poder. Ainda assim, poucos conseguiram suportar o teste que sua presença representava. Herodes tremeu diante da notícia do nascimento extraordinário. Os que fingiam esperar por ele o rejeitaram quando chegou. Sua vida na terra foi como uma peneira que peneirou toda a pretensão religiosa da época — e muito poucos passaram por esse peneirador sem se desintegrar. Mas e agora? O que será sua segunda vinda? Como pode um pecador sequer imaginar esse dia? A Escritura nos avisa: ele ferirá a terra com a vara de sua boca e matará os ímpios com o sopro de seus lábios. Quando estava em sua humilhação, bastou dizer aos soldados "Eu sou" para que caíssem para trás. Como será o terror de seus inimigos quando ele se revelar plenamente como o "EU SOU"? Sua morte fez a terra tremer e escureceu os céus. O que será da glória terrível daquele dia em que, como Salvador vivo, ele chamará vivos e mortos para comparecer diante dele?

Todavia, há esperança para quem pertence a Cristo. Embora seja o Cordeiro que nos salvou, é também o Leão da tribo de Judá, despedaçando a presa. Ele não quebra a cana rachada, mas seus inimigos serão esmagados como vaso de barro pela vara de ferro de sua ira. Nenhum adversário resistirá à tempestade de seu julgamento. Mas seu povo, lavado pelo seu sangue, espera sua volta com alegria, sem medo de não suportar esse dia. Ele já trabalha em nós como um refinador de ouro — testando, purificando. Quando terminar esse processo, sairemos puros como ouro testado. Por isso, hoje precisamos examinar nossas vidas: será que nosso compromisso com Cristo é genuíno? Precisamos descartar toda hipocrisia e ser encontrados sinceros, sem culpa no dia de sua aparição.

Oração

Senhor, a verdade sobre teu retorno me humilha. Enquanto medito nesse dia tão grande e tão temível, peço que reveles em mim toda falsidade e pretensão. Queimo da vontade de ser verdadeiro, sincero, completamente teu. Que o medo sagrado de teu julgamento me afaste do pecado. Refina-me como ouro no fogo, porque quero te encontrar com alegria, não com terror. Amém.

Adaptado de C. H. Spurgeon, "Morning and Evening" (1865, domínio público), modernizado para leitura contemporânea.