31 de Outubro
Quando o Coração Precisa Ser Recriado
Cria em mim, ó Deus, um coração puro, e renova em mim um espírito estável.
Quem já se afastou de Deus, mas ainda conserva um pequeno fogo de fé aceso em seu peito, sente uma inquietação profunda. Quer voltar. E aqui está uma verdade incômoda: o retorno exige a mesma obra poderosa que a conversão inicial. Você precisou de arrependimento quando se converteu? Precisa novamente. Precisou de fé para chegar a Jesus pela primeira vez? Esse mesmo tipo de fé o trará de volta. Precisou de uma palavra do Senhor para acalmar seus medos? Precisará dela novamente. A renovação não é um processo simples que você faz sozinho. É tão profundo quanto a conversão porque o pecado endureceu seu coração tanto quanto endureceu antes. Sua fraqueza pessoal não é desculpa para desistir—é exatamente o motivo para clamar com urgência genuína: "Cria em mim, ó Deus, um coração puro, e renova em mim um espírito estável."
A sabedoria está em reconhecer que nada pode fazer sem o Espírito Santo. Longe de paralisar você, essa verdade deveria impulsioná-lo para o trono de Deus com súplicas sinceras. Observe que Davi não cruzou os braços. Ele correu para a misericórdia divina. Aqui está o caminho: permaneça muito na oração; nutra sua alma com a Palavra de Deus; identifique e renuncie aos comportamentos que afastaram o Senhor de você; vigie constantemente contra o ressurgimento do pecado. Use os meios que Deus oferece—os cultos, a comunidade, a leitura bíblica, o jejum, a comunhão. Não descanse até sentir a renovação. Continue clamando, sabendo que o poder vem exclusivamente dele: "Renova em mim um espírito estável."
Oração
Senhor, reconheço meu coração endurecido e distante. Sinto o peso do afastamento e clamo pela sua renovação. Cria em mim um coração puro e um espírito disposto. Que eu não dependa de minha própria força, mas que me entregue de todo a você. Dê-me arrependimento genuíno, fé verdadeira e a coragem de mudar. Que eu volte todo, com honestidade, e que você me receba. Amém.
Adaptado de C. H. Spurgeon, "Morning and Evening" (1865, domínio público), modernizado para leitura contemporânea.