13 de Novembro
O fruto só vem da videira
Permanecei em mim, e eu permanecerei em vós; como a vara de si mesma não pode dar fruto, se não permanecer na videira, assim também vós, se não permanecerdes em mim.
Você se lembra de quando começou a dar fruto na vida cristã? Provavelmente foi quando, desesperado, se agarrou a Jesus e descansou completamente na obra dele. Naquele tempo tudo floresceu: havia alegria, paz, um zelo genuíno. Os primeiros dias eram diferentes, não é? Se você tem diminuído desde então, é hora de voltar àquele lugar. Retorne aos hábitos que o aproximam de Cristo—aqueles que você já provou que funcionam. Porque a verdade é esta: todo o seu fruto vem dele. Não há fruto que proceda de você mesmo.
Quando você tem sido mais improdutivo? Provavelmente quando se afastou de Jesus. Quando relaxou na oração. Quando trocou a simplicidade da fé por complicações. Quando começou a olhar para suas próprias conquistas espirituais em vez de olhar para o Senhor. Quando pensou que tinha força própria e esqueceu onde ela realmente habita. Nessas horas, o fruto desaparece. A vida cristã é como uma videira: sem conexão com a raiz, o galho murcha. A experiência nos ensina algo doloroso, mas libertador: fora de Cristo não há nada. Nem força, nem virtude, nem capacidade real de agradar a Deus. Algumas das maiores lições espirituais chegam quando tocamos fundo nessa verdade e reconhecemos: "Todo fruto em mim vem d'Ele; nada vem de mim." Quanto mais simples e profunda for sua dependência do Espírito Santo, quanto mais você simplesmente confiar na graça de Deus em Cristo, mais fruto você dará. Deixe Jesus ser sua vida, e o fruto virá naturalmente.
Oração
Senhor, reconheço que não sou nada sem ti. Quantas vezes tentei produzir fruto com minhas próprias forças e colhi apenas frustração e vazio. Ajuda-me a retornar ao essencial: estar em ti, pendurado em ti como um galho na videira. Que eu deponha toda pretensão de capacidade própria e descanse completamente na tua graça. Faze-me verdadeiramente frutífero—não pelos meus esforços, mas pela minha simples permanência em ti. Amém.
Adaptado de C. H. Spurgeon, "Morning and Evening" (1865, domínio público), modernizado para leitura contemporânea.