23 de Novembro
Comunhão verdadeira com Cristo
Se dissermos que temos comunhão com ele, e andarmos nas trevas, mentimos, e não praticamos a verdade;
Quando nos unimos a Cristo pela fé, entramos em uma comunhão tão profunda que nos tornamos um com ele. Seus interesses passam a ser nossos interesses. Compartilhamos sua compaixão: ele ama os santos e também os amamos; ele ama os pecadores e nos dedicamos a ajudá-los; ele almeja que desertos se transformem em jardins de vida, e essa visão nos move. Compartilhamos seus desejos: ele busca a glória de Deus, e nós labutamos pelo mesmo propósito; ele deseja que todos o amem e adorem, e por isso oramos diariamente pela vinda do seu Reino; ele quer eliminar o pecado, e lutamos sob sua bandeira.
Compartilhamos também seus sofrimentos. Não estamos na cruz nem enfrentamos morte cruel, mas quando ele é insultado, nós o somos; quando somos desprezados por segui-lo, há uma beleza nessa rejeição. Como o discípulo não é maior que o mestre, participamos também de sua luta e labuta. Assim como para ele, nossa comida e bebida é fazer a vontade do Pai e completar sua obra. Mas a comunhão com Cristo vai além do sofrimento: compartilhamos suas alegrias. Nos regozijamos em sua exaltação, em seu triunfo. Existe uma alegria pura e incomparável em ter a alegria de Cristo se cumprindo em nós, tornando nossa própria alegria completa. Sua glória final completará essa comunhão, pois sua Igreja se sentará com ele no trono como sua noiva e rainha, vivendo eternamente em sua presença.
Oração
Senhor Jesus, obrigado pela comunhão verdadeira que me ofereces. Ajuda-me a amar o que tu amas, a desejar o que tu desejas, a sofrer com dignidade quando necessário, e a me regozijar nas tuas vitórias. Que minha vida refita essa união contigo em cada ação, cada escolha, cada palavra. Quero viver em comunhão verdadeira, não apenas em aparência, mas com meu coração inteiro dedicado a ti. Amém.
Adaptado de C. H. Spurgeon, "Morning and Evening" (1865, domínio público), modernizado para leitura contemporânea.