24 de Dezembro

A Riqueza de Quem Se Fez Pobre

pois conheceis a graça de nosso Senhor Jesus Cristo, que, sendo rico, por amor de vós se fez pobre, para que pela sua pobreza fôsseis enriquecidos.

Jesus era eternamente rico, glorioso e exaltado. Mas escolheu se fazer pobre por você. Essa verdade deveria nos deixar atordoados de gratidão.

Spurgeon nos ajuda a entender por quê isso foi necessário. Assim como um cristão rico não pode realmente comungar com seus irmãos pobres sem compartilhar do que tem, nosso Senhor não poderia ter comunhão conosco sem nos elevar espiritualmente. Havia um abismo entre nós: de um lado, a Sua glória infinita; do outro, nossa pobreza espiritual causada pelo pecado. Para que nos abraçássemos em verdadeira amizade com Deus, Ele precisava descer dos céus e nos levantar de nossa condição caída.

Essa descida não foi simbólica. Jesus deixou a glória, nasceu pobre, trabalhou como carpinteiro, enfrentou fome e rejeição. Mais ainda: entregou Sua vida na cruz. Ele se despojou de Si mesmo não para ganhar algo para Si, mas para que você recebesse. Sua pobreza tornou você rico. Sua humilhação comprou sua dignidade. Sua morte garantiu sua vida eterna.

O apóstolo Paulo chamou isso de "graça". Não é justiça — você não merecia nada disso. Não é pagamento de dívida — Ele não lhe deve nada. É pura graça: o amor que move um Deus infinitamente rico a se tornar pobre, apenas para que você pudesse comungar com Ele, conhecê-Lo, ser amado por Ele, andar ao Seu lado. Hoje, quando você se sente inadequado demais para ter relacionamento com Deus, lembre-se: Ele já desceu até você. A ponte foi construída. O caminho está aberto.

Oração

Senhor Jesus, meu coração fica pequeno quando penso na Sua graça. Você, sendo infinitamente rico, tornou-se pobre por mim. Você deixou a glória para que eu pudesse deixar minha culpa e miséria. Ajude-me a nunca tomar isso como coisa pequena. Que essa verdade transforme meu jeito de viver, de amar, de servir aos outros. Obrigado por descer até mim. Amém.

Adaptado de C. H. Spurgeon, "Morning and Evening" (1865, domínio público), modernizado para leitura contemporânea.