Novo Testamento · Início do século I
Quem foi Maria
Mãe de Jesus
Maria foi uma mulher de Nazaré escolhida por Deus para ser mãe de Jesus, seu Filho primogênito. Sua vida marca um ponto decisivo na história da salvação, desde o momento em que recebeu o anúncio divino até sua presença entre os discípulos após a ressurreição. Sua fé e obediência a Deus a tornaram central na narrativa do Evangelho.
Vida
Um anjo apareceu a Maria com uma saudação que a identificava como uma mulher agraciada, assegurando-lhe que o Senhor estava com ela. Ao ouvir que geraria um filho através do Espírito Santo—um menino que seria chamado santo e Filho de Deus—Maria inicialmente se viu diante de algo extraordinário e incompreensível. Mas sua resposta foi de entrega total: reconheceu-se como serva do Senhor e aceitou que tudo se cumprisse conforme a palavra do anjo. Após essa aceitação, o anjo se retirou de sua presença.
Maria concebia e, chegado o tempo de dar à luz, nasceu seu filho primogênito. Numa situação de falta de hospedagem, ela envolveu a criança em faixas e a deitou numa manjedoura. Os acontecimentos extraordinários que cercavam o nascimento e a infância de Jesus—revelações e testemunhos de pessoas ao seu redor—Maria guardava no coração, meditando sobre o significado de tudo aquilo. Anos depois, durante um banquete em Caná, quando o vinho acabou, Maria dirigiu-se aos serventes com simplicidade, orientando-os a fazer tudo quanto seu filho lhes ordenasse.
Maria permaneceu junto a Jesus até o final. Ela estava de pé, próxima à cruz, testemunhando sua morte. Após a ressurreição, Maria se encontrava entre os discípulos no cenáculo, reunida com as mulheres e os irmãos de Jesus, perseverando unida em oração enquanto aguardavam o cumprimento da promessa do Pai.
Legado
Maria representa a disponibilidade absoluta para o chamado de Deus, independentemente do custo pessoal ou da incompreensão que pudesse enfrentar. Sua meditação constante sobre os eventos da vida de Jesus revela uma mulher que buscava compreender o propósito divino em sua própria existência. Para a fé cristã, Maria exemplifica aquela que ouve a palavra de Deus e a guarda no coração, vivendo em obediência confiante. Sua presença junto aos discípulos após a ascensão indica que ela permaneceu como testemunha viva da verdade encarnada, apoiando a comunidade nascente em sua espera pela promessa do Espírito Santo.
Passagens-chave
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E, entrando o anjo onde ela estava disse: Salve, agraciada; o Senhor é contigo.
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Respondeu-lhe o anjo: Virá sobre ti o Espírito Santo, e o poder do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra; por isso o que há de nascer será chamado santo, Filho de Deus.
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Disse então Maria. Eis aqui a serva do Senhor; cumpra-se em mim segundo a tua palavra. E o anjo ausentou-se dela.
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Disse então Maria: A minha alma engrandece ao Senhor,
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e teve a seu filho primogênito; envolveu-o em faixas e o deitou em uma manjedoura, porque não havia lugar para eles na estalagem.
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Maria, porém, guardava todas estas coisas, meditando-as em seu coração.
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Disse então sua mãe aos serventes: Fazei tudo quanto ele vos disser.
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Estavam em pé, junto à cruz de Jesus, sua mãe, e a irmã de sua mãe, e Maria, mulher de Clôpas, e Maria Madalena.
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Todos estes perseveravam unanimemente em oração, com as mulheres, e Maria, mãe de Jesus, e com os irmãos dele.