5 de Fevereiro
O Pai enviou o Filho para nos salvar
E nós temos visto, e testificamos que o Pai enviou seu Filho como Salvador do mundo.
Há algo profundamente consolador em saber que Jesus Cristo não veio por conta própria. Ele foi enviado pelo Pai. Essa verdade simples, mas poderosa, nos convida a repensar como compreendemos a salvação. Muitas vezes tendemos a concentrar toda nossa atenção em Jesus—em seu sacrifício, seu amor, sua morte na cruz—e esquecemos que por trás de tudo isso está o coração amoroso de Deus Pai. Não se trata de diminuir a importância de Cristo, mas de reconhecer que o Pai e o Filho trabalham juntos na obra da redenção, com igual amor e autoridade. Quando Jesus falava com graça e poder, era porque o Pai derramava sabedoria em seus lábios. Quando sofria em Getsêmani e na cruz, era conforme a vontade do Pai. Quem realmente conhece o Pai, o Filho e o Espírito Santo não coloca um acima do outro em seu amor; vê-os igualmente empenhados na obra de salvação, desde Belém até o Calvário.
Se você colocou sua confiança em Jesus e se uniu a ele pela fé, então você também se uniu ao próprio Deus. Ao ser irmão de Cristo, você se torna filho do Eterno. O "Ancião de Dias" passa a ser seu Pai e seu amigo. Isso significa que quando você vê as feridas do Salvador, está vendo também o amor infinito de Jeová. Quando medita sobre a morte de Cristo, deve lembrar que foi o Pai quem, em sua sabedoria e amor, permitiu que seu Filho fosse ferido por nossa causa. Portanto, nunca separe Jesus de Deus em seus pensamentos. Cada reflexão sobre Cristo deve levá-lo também ao Eterno, porque é verdade que "aprouve ao Senhor ferê-lo". Nessa verdade reside a profundidade do amor divino: o Pai enviou seu Filho, e o Filho se entregou por nós.
Oração
Pai celestial, obrigado por enviar seu Filho como Salvador do mundo. Ajuda-me a ver em Jesus não apenas seu amor singular, mas também a compaixão do Pai que o enviou. Que eu nunca separe Cristo de ti em meus pensamentos e no meu coração. Hoje, desejo contemplar o amor infinito que levou o Eterno a permitir que seu Filho sofresse por minha redenção. Que essa verdade me transforme e me faça viver em gratidão genuína. Amém.
Adaptado de C. H. Spurgeon, "Morning and Evening" (1865, domínio público), modernizado para leitura contemporânea.