4 de Fevereiro

O Amor que Nunca Nos Abandona

Disse-me o Senhor: Vai outra vez, ama uma mulher, amada de seu amigo, e adúltera, como o Senhor ama os filhos de Israel, embora eles se desviem para outros deuses, e amem passas de uvas.

Crente, olhe para trás e veja o caminho que o Senhor traçou para você. Ele o guiou pelo deserto, alimentou-o dia após dia, vestiu-o, teve paciência com seus tropeços e murmurações. Quantas vezes você ansiou voltar atrás, desejando as segurança do passado? Mas ele abriu fontes em rochedos áridos e enviou o pão do céu para sustentá-lo. Sua graça foi suficiente em cada angústia, seu sangue apagou cada culpa, seu consolo acompanhou todos os seus passos. Quando você contempla esse amor retrospectivo, algo extraordinário acontece: a fé salta do passado para o futuro. O Cristo que o amou e perdoou ontem não cessará de fazê-lo amanhã. Ele é o primeiro e também será o último.

Pense no dia em que você atravessar o vale da morte. Nada terá poder para lhe arrancar de suas mãos. As águas frias de Jordão não poderão separá-lo dele, pois a morte é apenas uma passagem, não uma prisão. Mesmo nos mistérios da eternidade, você não tremará. O próprio Paulo ecoou essa certeza como um grito de vitória: nada—nem morte, nem vida, nem forças invisíveis, nem pressões do presente ou incertezas do futuro, nem altura, nem profundidade—nada conseguirá separá-lo do amor de Deus em Cristo Jesus.

Agora, sua alma não respira alívio? Esse conhecimento não incendeia seu coração para amar Jesus? Quando meditamos no amor do Senhor, nossos peitos se aquecem com uma chama que transborda em gratidão. Desejamos amá-lo mais intensamente, servir-lhe com maior devoção, confiar-lhe cada fragmento do nosso ser. Este é o propósito supremo de conhecermos seu amor.

Oração

Senhor, agradeço por cada vez que você me sustentou quando fraquejei. Vejo em meu passado pegadas de sua fidelidade e isso me encoraja para o futuro. Quando medos me cercarem—frente à morte, à incerteza, ao desconhecido—lembre-me de que nenhuma força no céu ou na terra conseguirá me separar do seu amor. Aviva em mim um coração que deseja amar-te mais. Que essa verdade queime em meu peito e me transforme. Amém.

Adaptado de C. H. Spurgeon, "Morning and Evening" (1865, domínio público), modernizado para leitura contemporânea.