17 de Março
O Privilégio de Amar os Pobres
recomendando-nos somente que nos lembrássemos dos pobres; o que também procurei fazer com diligência.
Deus poderia eliminar a pobreza com um gesto. Ele é dono de todas as riquezas do universo, controla o coração de todos os homens e teria recursos infinitos para encher as casas de necessitados com ouro e abundância. Mas escolhe permitir que alguns de seus filhos vivam na escassez. Por quê? Spurgeon nos oferece uma resposta profunda: Deus permite a pobreza para nos dar oportunidade de demonstrar genuinamente nosso amor por Jesus. Nós expressamos nosso amor a Cristo quando cantamos seus louvores ou quando oramos. Mas se não houvesse pessoas necessitadas no mundo, perderíamos algo precioso: a chance de provar que nosso amor não é apenas palavras, mas ações concretas. Quando cuidamos de quem sofre, não estamos simplesmente fazendo caridade social—estamos amando a Cristo. Ele mesmo disse: "Tudo o que fizeram a um dos meus irmãos mais humildes, fizeram a mim."
Esta verdade deveria transformar nossa perspectiva sobre a pobreza ao nosso redor. Os pobres não são um problema que Cristo tolera, mas pessoas queridas por Ele. Se realmente amamos Jesus, amaremos aqueles que Ele ama. Portanto, aliviar a miséria dos necessitados não é uma obrigação pesada ou um dever imposto—é um privilégio. É oportunidade de expressar nosso amor de forma tangível. Quando estendemos a mão ao necessitado com coração genuíno, Cristo recebe pessoalmente esse gesto de amor. Não há motivação mais forte que esta para nos mover à ação.
Oração
Senhor, abra meus olhos para enxergar as pessoas necessitadas ao meu redor, não como problemas, mas como oportunidades de amar a Ti. Ajuda-me a reconhecer que cada ato de compaixão, cada ajuda oferecida, cada palavra de encorajamento dado ao necessitado é na verdade feito a Jesus. Que meu coração seja sensível à dor alheia e minhas mãos estejam sempre prontas a estender ajuda. Que meu amor a Cristo não seja apenas sentimento, mas ação verdadeira. Amém.
Adaptado de C. H. Spurgeon, "Morning and Evening" (1865, domínio público), modernizado para leitura contemporânea.