31 de Março
Pelas Suas Feridas Somos Curados
Mas ele foi ferido por causa das nossas transgressões, e esmagado por causa das nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados.
Pilatos entregou Jesus aos soldados para ser açoitado. O açoite romano era um instrumento de tortura terrível. Feito com tendões de boi entrelaçados com pedaços de osso afiados, cada golpe rasgava a pele e lacerava a carne. Nosso Senhor foi amarrado à coluna e recebeu essa violência extrema. Não era a primeira vez que era ferido, mas este castigo dos soldados romanos provavelmente foi o mais severo de todos. Meu coração, pare aqui. Chore diante desse corpo inocente, destroçado pelo nosso bem.
Caro leitor que crê em Jesus, consegue olhar para ele neste momento sem lágrimas? Ele está diante de você como o espelho do amor que sofre. Branco como o lírio em sua inocência, mas vermelho como a rosa pelo carmim de seu próprio sangue derramado. Quando experimentamos a cura verdadeira que suas feridas operaram em nós, como não haveria de nosso coração derreter em amor e remorso? Se alguma vez amamos o Senhor Jesus, é agora, neste instante, que esse amor deve arder em nosso peito com toda força.
Gostaríamos de nos retirar em silêncio para chorar, mas como nossos afazeres nos chamam, primeiro pediremos ao Amado que grave a imagem de seu corpo ferido em nosso coração durante todo este dia. À noite, voltaremos para comungar com ele e sentirei tristeza profunda de que meu pecado lhe custou tão caro.
Oração
Senhor Jesus, ao contemplar tuas feridas, meu coração se quebra de gratidão e arrependimento. Tu suportaste açoites que eu merecia. Tua inocência foi castigada para que eu recebesse paz. Que a imagem de teu sacrifício nunca saia de minha memória. Que ela me transforme, tornando-me mais grato, mais humilde, mais disposto a viver para ti. Que eu nunca tome essa graça como garantida. Amém.
Adaptado de C. H. Spurgeon, "Morning and Evening" (1865, domínio público), modernizado para leitura contemporânea.