23 de Maio

Deus completará o que começou

O Senhor aperfeiçoará o que me diz respeito. A tua benignidade, ó Senhor, dura para sempre; não abandones as obras das tuas mãos.

O salmista confiava em uma verdade que transcende a capacidade humana: "O Senhor aperfeiçoará o que me diz respeito." Essa confiança não se baseava em sua própria força, sabedoria ou perseverança. Ele não dizia "minha fé é suficientemente firme" ou "meu amor nunca esfriará". Seu fundamento era exclusivamente o Senhor. Qualquer confiança que não repousa em Deus é como areia — quando vem a onda, desaba e nos enterra. Tudo o que a natureza constrói com nossas próprias mãos, o tempo desfaz. Por isso, o salmista era sábio: descansava apenas na obra do Senhor.

Pense em sua vida espiritual como um edifício. Quem começou? O Senhor. Quem mantém de pé cada dia? O Senhor. Se dependêssemos de nossa própria força, estaríamos perdidos. Nosso coração é frágil, a tentação é forte, o mundo nos puxa em mil direções. Se tivéssemos que navegar sozinhos em águas tão tempestuosas, desistiríamos. Mas aqui está a esperança: "A sua bondade, ó Senhor, dura para sempre; não abandone as obras das suas mãos." Deus não nos abandona no meio do caminho. Ele que começou é aquele que completa.

Isso muda tudo. Você pode estar cansado, fraco, incerto sobre o amanhã. Mas a perfeição de seu caráter, o crescimento de sua fé, a completude de sua transformação — isso não depende primariamente de você. Depende daquele cuja bondade é eterna, cujas mãos nunca abandonam as obras que começaram. Sua confiança pode ser absoluta quando repousa unicamente nele.

Oração

Senhor, meu coração vacila quando olho para minhas fraquezas. Mas hoje descanso na tua promessa: o que começaste em mim, tu aperfeiçoareis. Afasto meus olhos de minha própria incapacidade e os fixo em tua fidelidade eterna. Quando a dúvida vier, lembre-me de que tu não me abandonas. Quando parecer que retrocedi, relembre-me que estou em tuas mãos. Obrigado por não deixar tua obra inacabada. Amém.

Adaptado de C. H. Spurgeon, "Morning and Evening" (1865, domínio público), modernizado para leitura contemporânea.