24 de Maio
Deus Escuta Nossas Orações Imperfeitas
Bendito seja Deus, que não rejeitou a minha oração, nem retirou de mim a sua benignidade.
Quando olhamos honestamente para nossas orações passadas, ficamos surpresos que Deus as tenha respondido. É fácil nos iludirmos como o fariseu da parábola, pensando que nossas palavras são dignas de aceitação. Mas o cristão sincero, olhando para trás com mais clareza, chora vendo como orou friamente. Lembra como faltou fervor quando deveria ter lutado como Jacó lutou com Deus na noite escura. Nossas súplicas foram tímidas e raras, tão distantes daquela fé humilde e perseverante que grita: "Não te deixarei ir se não me abençoares". Ainda assim, algo extraordinário aconteceu: Deus ouviu essas orações frias e não apenas as ouviu, mas as respondeu.
Pense também em como nossas orações foram irregulares. Corremos para a presença de Deus quando a dificuldade nos pressiona, mas quando a libertação chega, cadê aquele clamor constante? Cessamos de orar como fazíamos antes, e mesmo assim Deus não cessou de abençoar. Quando negligenciamos a oração, Deus não abandonou seu trono de graça. É admirável que o Senhor se importune com aquelas explosões ocasionais de súplica que vêm e vão conforme nossas necessidades. Que tipo de Deus é este, que ouve quando nos aproximamos cheios de angústia, mas continua abençoando mesmo quando nos esquecemos dele na abundância?
Essa bondade extraordinária deve transformar nossos corações. O versículo nos assegura: "Bendito seja Deus, que não rejeitou a minha oração". Ele não rejeita. Não desiste. Que esta verdade nos leve a orar sempre, com toda persistência, no Espírito, não apenas nas crises, mas também nas alegrias.
Oração
Senhor, fico admirado ao lembrar como respondeste minhas orações imperfeitas. Vejo minha falta de fervor, minha inconsistência, minhas súplicas frias quando deveria ter clamado com todo meu coração. Mesmo assim, não rejeitaste meu clamor. Nem afastaste tua benevolência. Hoje, tocado por essa graça, quero aprender a orar diferente—não apenas quando sofro, mas também quando prospero. Que meu coração seja sensível à tua presença constante. Ensina-me a perseverar na oração com fé humilde, sempre. Obrigado por não desistires de mim.
Adaptado de C. H. Spurgeon, "Morning and Evening" (1865, domínio público), modernizado para leitura contemporânea.