13 de Julho
A Raiva Merece Ser Questionada
Então perguntou Deus a Jonas: É razoável essa tua ira por causa da aboboreira? Respondeu ele: É justo que eu me enfade a ponto de desejar a morte.
Deus faz uma pergunta simples a Jonas: "É razoável essa sua ira?" Essa indagação nos atinge com força ainda hoje. A ira nem sempre é pecado. Às vezes é legítima — quando nos revoltamos contra a injustiça, quando nos indignamos com o mal que prejudica a Deus e ao próximo, quando nos desaprovamos por nossa própria tolice espiritual. A Bíblia deixa claro: "Vocês que amam o Senhor, odeiem o mal" (Salmo 97:10). Uma pessoa sem ira diante do pecado se torna cúmplice dele. Nem mesmo Deus permanece indiferente à maldade — Ele se ira contra o ímpio todos os dias.
Mas aqui está o problema: com frequência bem maior, nossa ira é completamente injustificável. Nos irritamos com nossos filhos por simples cansaço. Explodimos com colegas ou amigos por motivos triviais. Deixamos a impaciência nos dominar. E depois perguntamos: isso honra nosso testemunho cristão? Isso glorifica a Deus? Quando respondemos com sinceridade, somos forçados a dizer "não". Nessas horas, o coração velho está tentando recuperar o controle, e devemos resistir com toda força do novo homem que somos em Cristo.
Muitos crentes se renderam à raiva como se fosse impossível vencê-la. Mas o apóstolo Paulo nos lembra que devemos ser conquistadores em todos os aspectos — ou não seremos coroados. Se não conseguimos dominar nossos impulsos emocionais, que obra real a graça realizou em nós? A graça não apenas tapa os buracos da velha natureza; ela a transforma completamente. Precisamos parar de usar fraqueza natural como desculpa para pecado. Em vez disso, devemos correr à cruz e suplicar ao Senhor que crucifique nossos temperamentos impetuosos e nos renove em mansidão, à imagem dEle.
Oração
Senhor, examina meu coração hoje. Mostra-me quando minha ira é justa e quando é apenas resultado de um ego ferido. Dou-me permissão demais para explodir emocionalmente e depois finjo que é aceitável. Crucifica minha teimosia. Renova em mim a mansidão e a paciência de Jesus. Quero que meu caráter reflita não meus impulsos naturais, mas a transformação que só Você pode fazer. Ajuda-me a responder sim quando preciso estar indignado com o mal, e não quando estarei apenas cedendo ao meu velho temperamento. Amém.
Adaptado de C. H. Spurgeon, "Morning and Evening" (1865, domínio público), modernizado para leitura contemporânea.