15 de Julho

O Fogo que Nunca Deve Apagar

O fogo se conservará continuamente aceso sobre o altar; não se apagará.

"O fogo se conservará continuamente aceso sobre o altar; não se apagará." Essa ordem dada aos sacerdotes antigos guarda uma lição profunda para nossa vida espiritual hoje: a oração privada é o coração de toda piedade autêntica.

Quando negligenciamos nossos momentos a sós com Deus, estamos deixando o fogo sagrado arrefecer. Talvez você se reconheça aqui: orações apressadas, sem foco, realizadas mecanicamente entre as obrigações do dia. Esse resfriamento é um sinal de alerta. Se a chama da devoção particular esmorecer sob as cinzas da vida mundana e superficial, ela apagará também a vida espiritual de sua família e enfraquecerá seu testemunho na comunidade. Por isso, Spurgeon nos convida a sermos deliberados: estabeleça horários regulares para oração, frequentes e protegidos de interrupções. Ore pela Igreja, pelos líderes espirituais, por sua própria alma, por seus filhos, pela sua família, pelos vizinhos e pela expansão do Reino de Deus no mundo. Examine-se: será que anda indiferente na oração? O seu coração ainda arde de amor por Jesus?

Mas há mais. Aquele altar é também uma representação do seu coração—um altar de ouro diante de Deus. Ele deseja ver seu coração inflamado de amor por Ele. Para que esse fogo nunca se apague, você precisa da mão invisível de Deus derramando o óleo sagrado do Espírito Santo sobre você. Use a Palavra de Deus como combustível para esse fogo; ela é brasa viva. Frequente bons sermões, sim, mas acima de tudo, passe tempo a sós com Jesus. Ninguém mais pode manter essa chama acesa—apenas o Senhor pode.

Oração

Senhor, reconheço que minha oração tem arrefecido. Perdoa-me pelas manhãs apressadas e pela indiferença espiritual. Reanima em mim o fogo da devoção genuína. Ajuda-me a estabelecer momentos sagrados contigo, sem pressa, sem distrações. Derrama sobre meu coração o óleo do teu Espírito, para que a chama do amor por ti nunca se apague. Use minha vida para inflamar outros e para gloria do teu nome. Amém.

Adaptado de C. H. Spurgeon, "Morning and Evening" (1865, domínio público), modernizado para leitura contemporânea.