4 de Setembro

O Toque que Transforma

Jesus, pois, compadecido dele, estendendo a mão, tocou-o e disse-lhe: Quero; sê limpo.

Quando Jesus disse "Quero; fique limpo", não estava apenas pronunciando palavras. Estava exercendo o mesmo poder que criou a luz no caos original. Sua palavra é absoluta e criadora—o que Ele fala torna-se realidade. O leproso em Marcos não tinha esperança segundo as leis naturais. A doença não mostrava sinais de melhora, o corpo não colaborava com sua própria cura. Mas diante da vontade de Jesus, tudo mudou em um instante. Nós também estamos em condição muito mais difícil que aquele leproso. O pecado nos contamina de forma que nenhuma força humana consegue limpar. Mas Jesus nos convida ao mesmo caminho: aproximar-nos d Ele com nossa pequena fé, mesmo que seja apenas para dizer "Senhor, se quiseres, podes me fazer limpo". E Ele não rejeita ninguém.

O que torna essa história ainda mais profunda é que Jesus tocou o leproso. Pense bem: aquele homem era intocável, banido pela lei religiosa da época. Mas Jesus não apenas o curou com uma palavra—cruzou a barreira social e legal para tocá-lo. Fez mais que isso: contraiu ritualmente a impureza ao tocá-lo para que pudesse ser purificado. Esse é o retrato perfeito do que Cristo fez por cada um de nós. Ele se fez pecado, assumiu aquilo que nos contaminava, para que pudéssemos sair limpos. A mão que alimentou multidões, que salvou Pedro afundando, que sustenta os sofredores—essa mesma mão quer tocar você hoje. No instante em que você se aproxima dele com genuína fé, ocorre a transformação. O amor de Jesus é a origem de toda salvação. Ele te ama, olha para você, toca sua vida e você vive.

Oração

Jesus, agradeço porque Tua vontade é sempre para minha cura e restauração. Vejo-me àquele leproso que apenas precisava de Ti. Estendo-me diante de Ti com toda minha fraqueza e contaminação. Quero crer que Tua palavra tem poder, que Teu toque é real e que Teu amor não rejeita quem se aproxima. Limpa-me, Senhor. Toca-me com as mãos que criaram o universo. Que este dia eu viva não mais na condenação, mas na liberdade que vem de Ti. Amém.

Adaptado de C. H. Spurgeon, "Morning and Evening" (1865, domínio público), modernizado para leitura contemporânea.