5 de Setembro

Vivendo com propósito no meio da contrariedade

Ai de mim, que peregrino em Meseque, e habito entre as tendas de Quedar!

"Ai de mim, que peregrino em Meseque, e habito entre as tendas de Quedar!" Quando você se torna cristão, descobre que vive em um mundo que não compartilha seus valores. É fácil desistir, murmurar contra as circunstâncias, desejar estar em outro lugar. Mas note: Jesus nunca pediu ao Pai para nos tirar do mundo. Ele nos deixou aqui propositalmente. Então, em vez de lamentar, encontre força no Senhor e use sua posição para glorificá-lo. Lembre-se de que está sendo observado — às vezes criticamente. Mais é esperado de você que de outros. Isso não é injustiça; é privilégio. Como Daniel na corte de Babilônia, viva de forma tão íntegra que seus críticos tenham que procurar defeitos em sua fé, não em seu caráter. Seu testemunho honesto pode ser a única Bíblia que alguém vai ler.

Não desista pensando que sua localização, seu trabalho ou suas circunstâncias limitam sua utilidade. Na verdade, quanto mais hostil o ambiente, maior a necessidade de seu serviço. O médico não se queixa de ter muitos doentes — essa é sua razão de existir. O soldado não reclama do fogo da batalha. Os santos antes de você também enfrentaram essa tensão constante entre fé e mundo. Não viajaram em leitos de repouso para o céu. Arriscaram a vida na luta. Você também será testado. Mas esse teste não é punição; é treinamento. Então, resista firme na fé. Aja com coragem. Seja forte. Sua perseverança aqui, neste mundo difícil e cheio de contradições, é a própria prova de que você pertence verdadeiramente a Jesus Cristo.

Oração

Senhor, confesso que muitas vezes me sinto deslocado neste mundo. Quero ser fiel onde você me colocou, não onde imagino estar. Dê-me sabedoria para viver com integridade aqui e agora. Que minha vida seja uma mensagem de esperança para quem me observa. Que eu não fuja da dificuldade, mas a enfrente com a força que vem de você. Ajude-me a ser útil, consistente e corajoso. Amém.

Adaptado de C. H. Spurgeon, "Morning and Evening" (1865, domínio público), modernizado para leitura contemporânea.