18 de Outubro
As Veredas que Transbordam de Abundância
Coroas o ano com a tua bondade, e as tuas veredas destilam gordura;
O salmista nos convida a reconhecer que os caminhos de Deus "transbordam de fartura". Entre esses caminhos, há um particularmente precioso: o caminho da oração. Quem passa tempo real na presença de Deus, em oração sincera, nunca precisará lamentar sua própria miséria espiritual. As almas que definham espiritualmente são aquelas que se distanciam do trono da graça, como campos áridos em tempo de seca. Quando lutamos em oração, quando insistimos em buscar a face de Deus, nossa fé se fortalece—talvez não instantaneamente com sensações de alegria, mas com uma solidez genuína. O caminho da oração está aberto até ao crente mais fraco; não há pré-requisitos de santidade avançada. Você é convidado simplesmente por ser filho de Deus. Portanto, faça da devoção privada um compromisso real. Passe tempo genuflexo diante de Deus, assim como Elias orou e a chuva caiu sobre a terra faminta.
Há também outro caminho que transborda de abundância: a comunhão íntima com Jesus. Poucos cristãos realmente experimentam essa profundidade. Muitos vivem na superficialidade religiosa, raramente alcançando as alturas da verdadeira intimidade com Cristo. Vivem do lado de fora do santuário, nunca usufruindo plenamente do privilégio de uma relação sacerdotal com Deus. Veem o sacrifício à distância, mas não se sentam para comungar da sua plenitude. Você, porém, pode escolher diferente. Sente-se à sombra de Jesus, aproxime-se dele como a uma árvore frutífera em meio à floresta. Deixe que ele seja para você aquilo que é mais precioso, e você será saciado com a gordura e a doçura dessa comunhão genuína.
Oração
Senhor, quero mais de ti. Que eu não me contente com a religião de longe, mas que tenha coragem de aproximar-me realmente do teu trono. Ajuda-me a ser fiel na oração, não como obrigação, mas como quem corre para encontrar um amigo. Ensina-me a comunhão profunda contigo, para que meu coração seja verdadeiramente alimentado. Que eu prove e veja que tu és bom. Amém.
Adaptado de C. H. Spurgeon, "Morning and Evening" (1865, domínio público), modernizado para leitura contemporânea.