2 de Dezembro
Tu és toda formosa
Tu és toda formosa, amada minha, e em ti não há mancha.
É extraordinário pensar que Jesus admira sua Igreja assim: "Tu és toda formosa, amada minha, e em ti não há mancha." Não se trata de uma beleza imperfeita ou relativa. Cristo a vê completamente bela, inteiramente limpa de defeitos. Como isso é possível? Porque Ele a vê através de si mesmo—lavada no seu sangue que redime do pecado e vestida com sua própria justiça perfeita. O que Cristo admira não é outra coisa senão seu próprio esplendor refletido em sua noiva. Quando nos tornamos "aceitos no Amado" (Efésios 1:6), recebemos uma justiça que não é meramente a ausência de culpa, mas uma beleza genuína e positiva.
Sua Igreja não é apenas aceitável; é incomparável. Cristo a chama de "a mais bela entre as mulheres." Se pudesse trocar sua noiva eleita por todas as rainhas e imperatrizes da Terra, ou até pelos anjos do céu, nunca o faria—porque a coloca em primeiro lugar. Como a lua ofusca as estrelas, você é superior a qualquer riqueza ou posição deste mundo. E Jesus não guarda essa opinião em segredo. Ele a proclama, convida outros a verem, e um dia, do seu trono de glória, afirmará diante de todo o universo a beleza de seus escolhidos: "Vinde, benditos de meu Pai" (Mateus 25:34).
O surpreendente é que essa avaliação de Jesus sobre você não é baseada no que você faz ou conquista. É baseada completamente no que Ele fez. Sua formosura é um dom, não uma realização. Quando você entender isso profundamente, verá que o amor de Jesus não é inconstante ou condicionado—é fundamentado na obra perfeita de Cristo em você.
Oração
Pai, ajuda-me a compreender como Jesus realmente me vê. É difícil acreditar que sou toda formosa, que em mim não há mancha, quando percebo minhas imperfeições todos os dias. Mas hoje escolho crer que o que Cristo realizou em mim é real e completo. Que essa verdade transforme minha autocompreensão e meu relacionamento contigo. Que eu viva a partir dessa beleza que me foi dada, não da minha inadequação. Amém.
Adaptado de C. H. Spurgeon, "Morning and Evening" (1865, domínio público), modernizado para leitura contemporânea.