9 de Dezembro
Quando Deus Espera para Agir
Por isso o Senhor esperará, para ter misericórdia de vós; e por isso se levantará, para se compadecer de vós; porque o Senhor é um Deus de eqüidade; bem-aventurados todos os que por ele esperam.
Você já pediu algo a Deus e recebeu apenas silêncio? Spurgeon nos recorda que o atraso divino não é abandono. Nas Escrituras encontramos exemplos poderosos: Jacó precisou lutar a noite toda antes de receber a bênção do anjo. A mulher sirofenícia ouviu Jesus permanecer calado antes de sua filha ser curada. Paulo clamou três vezes para que Deus removesse seu "espinho na carne" e recebeu não a remoção, mas a promessa: "Minha graça é suficiente para ti". O Senhor não se esqueceu de suas orações. Elas estão guardadas no céu, registradas e à espera do momento certo.
Deus adia suas respostas por razões que só Ele compreende plenamente. Às vezes, quer manifestar seu poder e soberania, lembrando-nos que Ele tem direito de dar ou negar conforme sua vontade. Mais frequentemente, porém, o atraso trabalha a nosso favor. A espera intensifica nossos desejos, tornando-os mais sinceros. Quando aguardamos, compreendemos melhor nossa necessidade e buscamos com maior fervor. Também nos preparamos: talvez nossas convicções precisem amadurecer, ou devemos parar de confiar em nós mesmos e entregar-nos completamente a Cristo. Às vezes, Deus quer exibir a riqueza de sua graça de forma ainda mais abundante quando finalmente responde.
Por isso o Senhor espera, para ter misericórdia de você. Não desista de orar. Continue pedindo com perseverança e sinceridade. Aquele atraso que dói hoje será compreendido amanhã como parte de um plano perfeito.
Oração
Senhor, reconheço que minhas respostas tardias não significam abandono seu. Ajuda-me a confiar enquanto espero, a crescer nessa paciência que tanto me custa. Que eu não resista à sua vontade nem duvide de seu cuidado. Ensina-me a ver o propósito sábio em cada demora, e que minha espera se torne um tempo de intimidade mais profunda contigo. Amém.
Adaptado de C. H. Spurgeon, "Morning and Evening" (1865, domínio público), modernizado para leitura contemporânea.