10 de Dezembro

A promessa do encontro eterno

Depois nós, os que ficarmos vivos seremos arrebatados juntamente com eles, nas nuvens, ao encontro do Senhor nos ares, e assim estaremos para sempre com o Senhor.

Há algo de especial em nos depararmos com Jesus, mesmo que brevemente. Nesses momentos, nossa alma transborda de alegria indescritível e nos esquecemos de tudo ao redor. Mas logo ele se afasta, como um cervo que salta sobre as montanhas e desaparece na distância. Esses encontros são reais, porém passageiros—deixam em nós um gosto de eternidade que não conseguimos reter completamente nesta vida. Voltamos ao nosso dia a dia com uma sensação de incompletude, sempre saudosos daquele contato breve.

Por isso a promessa de 1 Tessalonicenses 4:17 é tão consoladora: um dia estaremos com o Senhor para sempre. Não será um encontro rápido roubado entre as ocupações da vida. Será a presença constante, ininterrupta, eterna. Imagine não ter mais que contar o tempo em momentos preciosos, mas viver numa comunhão permanente com Jesus. Nenhuma preocupação nos afastará dele. Nenhuma dor embaçará nossa visão. Nenhuma tarefa terrena nos distrairá. Poderemos finalmente fitar o rosto bendito do Senhor sem nunca precisar desviar o olhar.

Este é o grande consolo cristão: se morrer significa entrar numa comunhão ininterrupta com Jesus, então a morte deixa de ser o fim. Deixa de ser uma tragédia. Deixa de ser aquela sombra escura que paira sobre nossas vidas. Ela se transforma em ganho, em passagem para a realidade que toda nossa alma anela. Cada breve vislumbre de Jesus que experimentamos nesta vida é apenas um aperitivo do banquete eterno que nos aguarda.

Oração

Senhor, obrigado por esses momentos em que sinto sua presença e reconheço sua realidade em minha vida. Mas confesso que meu coração sofre com a brevidade desses encontros. Ensina-me a viver com esperança firme naquela promessa de estar contigo para sempre. Que essa esperança sustente meu caminhar hoje, me dando força e direção. Ajuda-me a nunca perder de vista a eternidade que me aguarda, e que isso transforme a maneira como enfrento cada dia. Amém.

Adaptado de C. H. Spurgeon, "Morning and Evening" (1865, domínio público), modernizado para leitura contemporânea.